“Tenho vários problemas contigo, Julia. O maior deles eu diria que é precisar de você, e você de si mesma. Explana pra geral, Julia, diz que eu tô completamente viciado no teu perfume doce de menininha inocente. E você de inocente não tem nada, menininha até que você é, mas só quando perde sua pose ou baixa tua guarda. Ou seja, quase nunca. Julia, tu tem essa mania insuportável em se esconder atrás de mil fases e mil disfarces. Você exala um ar de mulher madura, um ar de perigo e de quem não liga pra nada. Você tem lá seus mil segredos, Julia, e me esconde junto com eles. Acho que meu maior problema, não são seus problemas que tu carrega contigo, meu maior problema é você. Meu maior problema é você e é ainda não saber me livrar do teu vício. Comecei a ouvir Los Hermanos, e tô praticando ainda falar de… Ah mano, nessas coisas que eles falam nas músicas. Mas eu nunca soube falar nem ao menos de mim, quanto mais das paradas que eu sinto por ti. Eu sou um refrigereco barato, Julia, tu é a bebida mais cobiçada e cara da loja. Eu sou silêncio, você é grito. Eu sou impulsivo, você é o lado bom. Eu sou o erro, Julia, é você é o ponto de partida. Você é o acerto mais errado que eu já conheci. Te prometi, Julia, eu disse que você seria só uma quedinha de uma semana que eu nem lembraria o nome na semana que vem. Mas, putz, você se tornou um tombo. Tu se tornou um penhasco, e eu só não tropecei, como eu também cai. Eu esqueço do meu nome, Julia, mas o teu eu não esqueço. Decorei até datas e números quando se tratava de você. O teu número da sorte é impar, e o meu sempre foi par. Sempre tive nervoso de 3 e de 7. Até que tu me diz que o numero que te persegue é 3, e que teu aniversário é 7. Dá pra sacar? Deixa eu tentar explicar melhor: eu trocarei as bandas, os números pares, os dias da semana e as palavras por você. E você me trocaria até por um cigarro. E, bom, vale ressaltar: você não fuma.

Sobre o vício numa garota que não bebia café, mas ouvia Cazuza.  (via fixness)
“Eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso.”

Tati Bernardi.  (via unpredictt)
“Há certo gosto em pensar sozinho.”

ENEM, caderno branco  (via umjovememcrise)
“Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.”

— Caio Fernando Abreu

quero ver tu olhar pra na minha cara e dizer que não gostou

“Você nunca vai entender. Esse é o problema. Sei que venho tentando salvar esse protótipo de relação que temos faz tempo, buscando desculpas por meio de frases clichês que dizem que o amor não deve morrer, mas hoje eu vejo o que você quis dizer quando bateu o telefone na minha cara. Não é falta de amor: é a simples inexistência dele. Você disse que não saberia o que fazer caso eu fosse embora, disse que os céus se tornariam negros e que nada teria graça sem meu riso, mas você não entende. Você nunca sentiu medo. Você nunca soube o que é segurar o corpo com as mãos e o mundo com as costas. Se a Terra explodisse amanhã, se acontecesse uma segunda Peste Negra, se Hitler reaparecesse das trevas caçando todos os morenos insensíveis do planeta… Você não iria pestanejar. Você não sabe o que é sentir as mãos tremeram e o estômago se apertar por não saber o que vai acontecer. O problema é esse: você sempre soube demais. Você tem certezas demais sobre tudo, e isso te dá segurança nos momentos de aperto. Se nem mesmo uma guerra nuclear te causa receio, porque me perder causaria? Viu? Eu te disse que nunca daria certo. Você nasceu sendo assim, com o ego maior que o corpo. Faz parte do que você é. Não me entenda mal… Só que eu sei o que é sentir pavor quando o sol desaparece no horizonte. Eu sei como é precisar trancar a respiração, porque a entrada do ar te dá calafrios. Eu sinto medo. Sinto pavor. Pânico. E eu conheço você. Sei que a qualquer momento você pode apenas dar as costas e ir embora, sem piscar, sem sentir remorsos. Você nunca sentiu medo, e eu não quero viver na margem do erro. Você nunca sentiu medo, e eu preciso de alguém que não vá rir quando eu der um passo para trás. Você nunca sentiu medo, e eu fecho os olhos porque cada grão de poeira fora do lugar me assusta. Você nunca desejou bem maior do que a si mesmo, e eu me contentaria em sorrir umas duas vezes ao dia. Eu sempre quis o mundo, e você disse que se realizaria em manter os braços sobre mim. Você não entende nada, e eu sempre achei que soubesse de tudo. Mas você me provou que eu estava terrivelmente errada… Sei o que é certo e errado, sei em que lugar pôr acentos e quais palavras dizer. Mas ainda não aprendi a colocar pontos finais. No lugar mais escuro da minha alma, resta a certeza mais sombria que já me ocorreu… Você ainda me confunde.”

Ana F (salt-waterroom)
“Chegou assim, de mansinho. Nem sei ao certo como me conquistou. Talvez tenha sido com aquele sorriso e mais algumas palavras. Vai saber.”

vestigiar.   (via fixness)
“Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter, e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.”

A Culpa é das Estrelas